Confederação Brasileira de Padel



 

Regulamento do Padel
oficializado pela
COBRAPA
1995

 



 


 
Confederação Brasileira de Padel
Regulamento do Padel - 1995

Índice Geral

1 - Jogo

Nota Introdutória

Pelo presente Regulamento, a Confederação Brasileira de Padel normatiza e define os critérios e normas que regerão a prática do Esporte no Brasil. Em legislação específica, a parte, normatizará sobre registro e transferência de atletas e regulamentação de competições, restringindo-se aqui apenas às regras do jogo.

1.1 - Histórico
1.2 - Denominação Correta
1.3 - Características
1.4 - Número de Jogadores
1.5 - Pontuação
1.5.1 - Sistema
1.5.2 - Vencedores
1.5.3 - Tie-Breaker

2 - Raquetes

2.1 - Materiais
2.2 - Dimensões
2.3 - Diversos
2.3.1 - Cordão para pulso
2.3.2 - Cores
2.3.3 - Perfurações

3 - Bolas

4 - Rede

4.1 - Localização
4.2 - Altura
4.3 - Cabo de Sustentação
4.4 - Postes de Sustentação
4.5 - Malha
4.6 - Faixa Central

5 - Quadra

5.1 - Dimensões
5.2 - Paredes em "U"
5.3 - Linhas Demarcatórias
5.4 - Áreas de Saque
5.5 - Piso
5.6 - Tela Metálica
5.6.1 - Características
5.6.2 - Fixação na parede em "U"
5.6.3 - Malha
5.7 - Diversos
5.7.1 - Instalações
5.7.2 - Cores
5.7.3 - Altura Livre
5.7.4 - Portas Laterais
5.7.5 - Nota

6 - Saque

6.1 - Posicionamento
6.1.1 - Ordem de Saque
6.1.2 - Linha da Cintura
6.1.3 - Faltas
6.1.4 - Tie-Breaker ou Morte Súbita

7 - Batida na Bola

7.1 - Duplo Toque
7.2 - Invasão

8 - Recepção

8.1 - Posicionamento
8.2 - Faltas

9 - Diversos

9.1 - Volta
9.2 - Ôvo
9.3 - Buraco na Tela
9.4 - Posição dos jogadores durante o "game"
9.5 - Posição das duplas no "set"
9.6 - Intervalos
9.7 - Catimba
9.8 - Interferência
9.9 - Aquecimento
9.10 - Interrupção do Jogo
9.11 - Bola no piso


1 - Jogo

1.1 - Histórico:

O Padel tem sua origem no ano de 1969, em Acapulco, no México, quando o mexicano ENRIQUE CORCUERA, construiu a primeira quadra. Esta quadra ainda hoje esta em atividade e lá alguns de seus amigos tomaram contato com o jogo. Um dos frequentadores de sua quadra era o Principe Alfonso de Hohenlohe. A história do Padel tem um momento marcante quando em Marbella, o principe Hohenlohe, construiu uma quadra no Hotel Beach Club de sua propriedade e logo começou a cobrar aluguel por hora para conseguir atender a todos os que desejavam praticar. Outro momento importante ocorre em 1980, quando na Argentina, um grupo de jogadores que conhecera o Esporte na Europa, começa a utilizar a denominação Paddle Corcuera ou Paddle Argentino.
No Brasil, o Padel começou a ser praticado em 1988, com a construção das duas primeiras quadras, praticamente simultâneas, em Sant'Ana do Livramento, no Athenas Padel e em Jaguarão, no Clube Harmonia, ambas as cidades no Estado do Rio Grande do Sul. Durante três anos, somente nestas duas cidades, o jogo era praticado. A partir de 1991, na ordem, foram surgindo mais quadras em Uruguaiana (Padel Games), Novo Hamburgo (Sociedade Aliança), Pelotas (Cepel) e Porto Alegre (Okinawa).

1.2 - Denominação Correta:
A COBRAPA resolve adotar como denominação oficial a grafia P,A,D,E,L, para definir em nosso País o Esporte que recebe em alguns países a denominação Paddle, termo da língua inglesa que significa, numa tradução literal: 1) remo, pá, nadadeira, pau, batedor. 2) remar, sovar, espancar, mexer ou revolver com pá. 3) remar, remar suavemente ou vagarosamente.

1.3 - Características:
O jogo resume-se em, usando raquetes, conseguir que os adversários não consigam devolver a bola de forma correta, tendo a mesma ficado em seu campo ou sendo enviada para fora do campo de jogo ou ainda que cometam "falta".

1.4 - Número de Jogadores:
As partidas serão disputadas sempre por quatro jogadores, dois contra dois, caracterizando-se como um jogo de duplas.

1.5 - Pontuação

1.5.1 - Sistema:
Cada disputa durante o jogo, iniciada no saque e terminada com o erro ou impossibilidade de devolver a bola por uma das duas duplas receberá o nome de "ponto". A dupla que primeiro vencer quatro pontos, desde que com vantagem de dois sobre a dupla adversária, terá vencido o "game". Para que uma dupla vença um "game", deverá sempre obter uma vantagem de dois pontos sobre a adversária. Para isso prolonga-se-á o encerramento do "game" tantas vezes quantas sejam necessárias para a obtenção de dois pontos de vantagem.
O primeiro ponto obtido, por qualquer uma das duplas, dentro de um "game", será contado como "QUINZE", o segundo "TRINTA", o terceiro "QUARENTA" e, no quarto ponto ganho se declará "VITÓRIA" (sempre que houver vantagem de dois pontos sobre o adversário). Se as duplas ganham três pontos estarão "IGUAIS". Aquela que ganhar o ponto seguinte será declarada "VANTAGEM A FAVOR" ou simplesmente "VANTAGEM", cabendo à outra situação de "VANTAGEM CONTRA" ou "DESVANTAGEM".

1.5.2 - Vencedores:
Nas competições oficiais, válidas para títulos estaduais, a dupla deverá vencer partidas: Em sets de 6 games, com vantagem de 2 pontos dentro de cada "game", podendo variar o número total de sets, entre 3 e 5. Serão admitidas, em competições oficiosas, a utilização de formas diferentes de pontuação final para vencer a partida. Entre outras sugestões a partida em que só set em 6, 7 ou 9 games; a partida em que a soma dos games disputados seja igual a 7 ou 9 e o vencedor será a equipe que vencer mais games.

1.5.3 - Tie-Breaker (ou morte súbita):
Igualmente poderá utilizar-se o sistema de "tie-breaker" ou "morte súbita" quando houver o empate em número de games inferior em 1 ao número pretendido para encerrar. O "tie breaker" ou "morte súbita" será disputados em 7, 9 ou 11 pontos, estabelecendo-se ou não a condição de que haja uma diferença de dois pontos para o encerramento. O sistema de contagem dos pontos no "tie-breaker" ou "morte súbita" é diferente do set comum. Cada ponto disputado é contado com um. O vencedor terá computado, em seu resultado, como se estivesse vencido em game ou set comum. O saque, durante o "tie-breaker" ou "morte súbita" oferece as regras especiais, como podemos ver no capítulo saque.

2 - Raquetes


2.1 - Materiais:
Todo e qualquer material que apresente uma superfície plana e sem rugosidade exagerada.
A COBRAPA poderá normalizar e declarar marcas e tipos de raquetes como as oficiais para prática de Padel no país.

2.2 - Dimensões:
Comprimento total (cabo + área de jogo) = 45,5 cm. (Quarenta e cinco centimetros e meio).
Diametro (área de jogo) = 24 cm. (Vinte e quatro centimetros)

2.3 - Diversos:
2.3.1 - Cordão para pulso:
De uso não obrigatório, o que equivale dizer que o jogador poderá trocar a raquete de mão durante o jogo. É entretanto, obrigatório para a fabricação de raquetes, sendo condição básica para a aprovação como Raquete Oficial da Confederação Brasileira de Padel. A COBRAPA recomenda o uso do cordão durante os jogos como forma de prevenção de acidentes.

2.3.2 - Cores: Liberadas.
As únicas duas restrições compreendem as tintas ou técnicas de pinturas que, ao final do acabamento, ofereçam superfície muito polida em que a luz do sol ou a dos reflexos possa ser refletida e que atinja os olhos dos adversários nos jogos em quadras abertas ou ambientes fechados. Em caso de dúvida ou reclamação, o árbitro, o representante da Confederação, Federação ou Liga, pela ordem, decidirão a respeito.

2.3.3 - Perfurações:
A raquete conterá, um número indeterminados, medindo cada um entre 9 mm (nove milimetros) e 11 mm (onze milimetros) de diâmetro.

3 - Bolas

A bola a ser utilizada será recoberta com feltro e com interior em borracha.
A coloração exterior deverá ser uniforme, em branco ou amarelo.
Em caso de costuras a parte externa não deverá apresentar pontos salientes.
O diâmetro da bola deverá estar compreendido entre 6,35 cm e 6,67 cm.
O seu peso deverá estar compreendido entre 56,7 g e 58,6 g.
Quando "largada"de uma altura de 2,54 m, no piso da quadra de jogo, deverá apresentar um rebote (pique) compreendido entre 1,35 m e 1,47 m.
Submetida a uma carga de 8,165 Kg, deverá apresentar uma deformação externa (saliente) entre 0,56 cm e 0,74 cm e uma deformação interna (amassamento) entre 0,89 cm e 1,08 cm.
A Confederação Brasileira de Padel poderá declarar uma ou mais marcas, como Bola Oficial para a prática de Padel no Brasil, levando em conta, para tanto, critérios técnicos e, ficando obrigatório o seu uso nas competições oficiais.
Durante cada set, as bolas aprovadas para o início deverão ser usadas até o fim e, nenhum jogador poderá substituir qualquer delas, a não ser nos casos de ruptura acidental ou de extravio. Quando houver substituições, qualquer jogador poderá solicitar que sejam substituídas todas as bolas e não só repostas uma ou duas com problemas.

4 - Rede

Se um jogador, sua raquete ou qualquer objeto que leve consigo (estando ou não em sua mão), tocar qualquer parte da rede, incluindo os postes de sustentação e/ou também o solo da quadra contrária, perderá o ponto em disputa.

4.1 - Localização:
Divide a área total de jogo (20m x 10m) em duas partes ou duas quadras, cada uma com 10m x 10m.

4.2 - Altura:
Será de 0,88m na parte central de de 0,92 nas extremidades.

4.3 - Cabo de sustentação:
Sustentará a rede em toda a sua extensão, devendo apresentar um diâmetro ideal (máximo) de 0,01 e estará fixado aos postes laterais de sustentação da rede.

4.4 - Postes de sustentação:
Terão a forma circular ao longo de seu comprimento, para evitar lesões e seus limites internos, em relação a quadra, deverão coincidir com os limites externos da mesma, exatamente no ponto lateral e distante das extremidades. Deverão medir no máximo 0,95 cm no comprimento do solo até a extremidade superior.

4.5 - Malha:
A medida da abertura (lado ou diagonais) da figura da trama da rede deverá estar compreendida entre 4,50 cm no mínimo e 5,75 cm no máximo.

4.6 - Faixa central:
Situada no centro da rede, afixada de forma a percorrer os dois lados da mesma e presa por sistema de engate de gancho e argola. Deverá ser de cor contrastante com a rede, preferencialmente branca, e medir a largura máxima de 0,05 cm (cinco centimetros).

5 - Quadra

5.1 - Dimensões:
A área de jogo é formada por um retângulo de 20m de comprimento por 10m de largura, admitindo-se uma variação de até 0,5% nessas dimensões.
A quadra estará dividida em duas partes, formando cada uma um quadrado de 10 m de lado, território pertencente a uma das equipes durante o jogo.
Nas quadras sem cobertura (abertas), a posição solar deverá ser a que, tomando-se um eixo norte/sul, passe o mesmo por sobre as duas paredes em "U", sendo esta uma condição básica para quadras aberta que sediem jogos importantes.

5.2 - Paredes em "U":
Ao fundo de cada uma das áreas de jogo, há uma parede em forma de "U", quando vista de cima, formada por uma parede traseira (10 m) e duas laterais que poderão atingir, cada uma, até 4 m de medida de comprimento da base.
A altura de todas as paredes do conjunto "U" será de 3 m.
A forma das paredes laterais que formam o "U", poderá variar entre retangular (3 m de altura e 4 m de comprimento) e trapezoidal (3 m de altura junto a parede do fundo, 2 m na base superior, 4 m na base inferior e 1,50 m no mínimo no lado livre.
Quando se fala de "parede" pode ser em alvenaria, vidro ou outro material que não modifique a essência do jogo.

5.3 - Linhas Demarcatórias:
As linhas demarcatórias serão obrigatoriamente pintadas no solo, em cores contrastantes com a cor predominante no piso, na largura de 5 cm.
Todas as linhas serão pintadas na parte interna da área que demarcam, sendo conseqüentemente bola dentro, a bola que bate em cima desta mesma linha.

5.4 - Área de Saque:
Em ambas as quadras, paralelas a rede, serão demarcadas linhas entre 6,95 m e os 7 m, que limitado a ÁREA DE SAQUE e denomina-se-ão linhas de serviço ou saque.
A área de saque (entre a rede e as linhas de sua demarcação a 6,95 m / 7 m) será dividida, na metade, por uma linha perpendicular a rede, que receberá o nome de Linha Central de Saque e que divide a área de saque em duas zonas iguais, denominadas de Área de Saque Direita e Esquerda.

5.5 - Piso:
Deverá ser sem desníveis e rugosidades que interferem no normal desempenho das funções do calçado esportivo.

5.6 - Tela Metálica:

5.6.1 - Características:
A tela metálica, que se fecha as laterais da quadra, deverá apresentar uma tensão tal que permita o rebote da bola.
Terá obrigatoriamente a altura máxima de 3 m de altura nas laterais da quadra e também deverá, obrigatoriamente, fechar a parte superior das paredes que compõe o "U" ao fundo da quadra, atingindo na sua borda a altura de 4 m em relação ao solo, prolongando em 1 m a altura para a validade do jogo.
Quando a bola bater, ou ultrapassar, acima dessa medida, será considerada como "fora de jogo".
Poderá ser (a tela) do tipo "jaula" ou "americano", sistema artístico ou romboidal.

5.6.2 - Fixação da parede em "U":
A estrutura de sustentação da tela metálica deverá permitir sua localização junto a borda interna das paredes que compõe o "U", tanto nas suas laterais (verticalmente) como em sua parte superior (horizontalmente), como forma de evitar existência de saliências que dificultem ou mudem a trajetória da bola durante o jogo.
Nas quadras já existentes na data de aprovação destas Regras, que apresentarem a situação acima teremos que: No plano vertical a bola que bater e sofrer desvios será considerada "em jogo". No plano horizontal (em cima) a bola poderá picar até duas vezes, independente de já haver batido no piso ou na parede. Se nitidamente "rolar" na parte superior da parede a jogada será valida e, se ficar imóvel, será final de ponto.

5.6.3 - Malha:
A medida da abertura da figura da trama metálica deverá estar compreendida entre 4,50 cm no mínimo e 5,75 cm no máximo.

5.7 - Diversos:

5.7.1 - Instalações:
São consideradas como pertencentes ao conjunto da quadra (instalações):
A rede, sua banda superior, a faixa central, seus postes de sustentação ou o sistema existente na quadra (se construída e registrada na Federação Estadual antes da data desta regulamentação), o cabo de sustentação da rede, as paredes que formam o "U", a tela metálica que fecha as laterais, as portas de entrada / saída (se houver), os postes de iluminação e os refletores com lâmpadas.

5.7.2 - Cores:
A quadra poderá ter suas instalações pintadas em qualquer cor, à princípio.
Todavia o conjunto deverá ser harmônico e agradável aos olhos do praticante, devendo ser evitada toda e qualquer combinação de cores que contraste exagerado ou pela sobreposição de cores, confunda o atleta. Não será admitidas tintas do tipo fosforescente ou com brilho excessivo e nem da mesma cor utilizada nas bolas do jogo. Cada Federação Estadual, ao filiar o Clube ou a quadra, verificará a harmonia das cores. A Confederação recomenda as cores verde (piso e parte interna das paredes), telha (piso fora da área de saque) e branco (linhas demarcatórias).

5.7.3 - Altura Livre:
A altura obrigatória livre, de qualquer obstáculo, será de 6 m a partir da borda superior da rede e de 6,92 m do solo, principalmente no centro da quadra.

5.7.4 - Portas laterais:
As quadras não poderão ter portas de abrir e fechar, devendo ter apenas um vão com 1,80 m de largura, 0,90 m para cada lado do poste de sustentação da rede, para acesso e saída dos atletas.

5.7.5 - Nota:
Serão aceitas, inclusive para sediar competições oficiais, todas as quadras que, mesmo em desacordo com alguma das especificações detalhadas nos pontos anteriores, tenham sido construídas e registradas na Federação de Padel de seu Estado, em data anterior a este regulamento.

6 - Saque

Consiste em lançar a bolinha por cima da rede, no início da disputa de um ponto, de seu próprio campo até a área de Saque do lado contrário, no campo do adversário. Assim, se o sacador executar o saque na sua área de saque direita, deverá acertar a bola na área de saque esquerda da outra equipe e/ou vice-versa.
No momento da batida entre a raquete e a bola de jogo, ou de seu intento frustado, o saque será considerado como efetuado.
Ao sacador será admitido, apenas em uma única vez, o direito de, após lançar a bola ao solo, desistir de efetuar o saque. Deverá imediatamente após, efetuar novo saque.
No Padel o sacador tem duas oportunidades para efetuar o saque. Portanto, mesmo errando na primeira tentativa, poderá executá-lo novamente e acertar.
Se o saque tocar a rede e cair dentro da área de saque correta do adversário, sendo em tudo o mais perfeito, será considerada como "let" ou "net" e o sacador terá direito a repetição daquela tentativa.
O sacador deverá aguardar o sinal, ou concordância tática, do jogador que recebe para executar o saque com validade. Se o que recebe não está preparado e não faz nenhum gesto na tentativa de responder, o sacador não poderá reclamar ou pretender o ponto, mesmo que o saque tenha sido correto. Da mesma forma, e nas mesmas condições, não poderá o recebedor reclamar o ponto se o saque for incorreto.

6.1 - Posicionamento:
O sacador deverá estar atrás da linha de saque, entre a Linha Central do Saque e a parede lateral corresponde ao lado em que deve executar o saque, com ambos os pés atrás da linha de saque da área correta, apoiados no solo, admitindo-se apenas um apoiado ao solo desde que o outro esteja com a projeção perpendicular atrás da linha de saque. Não será permitida, portanto a posição em que haja invasão da área de saque no momento de executar o mesmo.
Da mesma forma, não será válido o saque em que a bolinha, ao ser picada no solo, cair dentro da área de saque da equipe sacadora.

6.1.1 - Ordem de Saque:
O direito ao primeiro saque será decidido pelo sistema de sorteio com moeda (cara ou coroa), admitindo-se porém, desde que haja consenso e solicitação de todos os participantes da partida, o sistema de três piques em que é disputado na forma de jogo de um ponto com validade somente após o terceiro pique ao solo, iniciando com a bolinha sendo batida no solo do próprio campo por um dos jogadores.
Ao começar cada set, a dupla decidirá quem saca e, dali em diante, até o fim, o farão alternadamente.
Se um ou mais saques executados com o sacador situado no lado errado da área de saque, todos os pontos marcados serão válidos, devendo porém o posicionamento ser corrigido imediatamente após a descoberta pelo árbitro ou jogador contrário.
Se apenas um saque foi executado na ordem incorreta e há a descoberta, aquele ponto não será válido se tiver resultado em ponto para o infrator.

6.1.2 - Linha de Cintura:
O saque só será válido se no momento de golpear a bola com a raquete, o sacador o fizer em altura abaixo de sua cintura. Se tiver abaixado, a altura considerada será a altura da cintura naquele momento.

6.1.3 - Faltas: São "faltas" de serviço:
A bola que fica retida na rede.
A bola que bate na rede e cai fora da área de saque correta.
A bola que bate na rede e toca diretamente a tela ou parede.
A bola batida diretamente na tela ou parede da quadra adversária.
A bola batida diretamente à quadra contrária, sem contudo cair dentro da área de saque correta.
A bola batida diretamente à quadra contrária, no piso da área de saque correta, indo contudo, após o pique, atingir a tela metálica.
A bola que bate no companheiro do sacador.
A bola batida, pelo sacador, acima de sua linha de cintura.
A bola sacada com posição do sacador em confronto com a regra 6.1.
A bola sacada após duas desistências.
A bola sacada em segunda tentativa, após erro de batida.
A dupla falta.
A bola que bate na parede ou em qualquer ponto da quadra do sacador, mesmo que após vá corretamente para a área contrária.

6.1.4 - Tie-Breaker ou morte súbita:
Neste sistema de disputa o saque deverá obedecer os seguintes critérios:
O primeiro saque será efetuado da área de saque direita da equipe que pela ordem ou sorteio deve iniciar sacando. Esta equipe terá direito a apenas um saque.
Após a disputa e a decisão do ponto, a outra equipe terá direito a dois saques, iniciando-os pela área de saque esquerda, no seu lado de campo.
Assim alternam-se as duas equipes até o fim, cada uma com dois saques, que deverão iniciar a execução do saque pelo lado esquerdo.
A troca de campo, para o caso de haver sol que prejudique uma das equipes ou para determinação ou interesse nesse sentido, deve ser efetuada sempre que a soma dos pontos já disputados somar 6 ou múltiplos de seis.

7 - Batida na Bola

O jogador poderá bater na bola com qualquer parte da raquete. A raquete deverá estar claramente "empunhada" e sob seu domínio (sem necessariamente estar sendo usada com cordão em volta do pulso), não podendo ter sido arremessada para tocar na bola.

7.1 - Duplo Toque:
Não será permitido o "duplo toque" na bola, nem pelo mesmo jogador e nem pelos dois componentes de uma dupla, antes de mandá-la ao outro lado da quadra. A bola que for empurrada, ou conduzida, com um tempo maior de contato com a raquete do que toque comum, será válida desde que não haja ocorrido dois toques distintos.

7.2 - Invasão:
A bola deverá ser batida, sempre no campo do jogador que executa a jogada, administrando-se a invasão apenas nos casos em que a bola, após tocar o piso de sua quadra, esteja voltando para a quadra adversária, tendo tocado ou não nas paredes do "U", situação em que poderá ser batida já no campo adversário.
Não será considerada falta o ato de invadir o espaço da quadra adversária, por cima da rede, com a raquete ou com parte de seu corpo, se a invasão ocorrer na continuidade de batida na bola que foi efetuada ainda nos limites de sua quadra.

8 - Recepção

8.1 - Posicionamento:
A dupla, ao iniciar cada set, decide qual de seus participantes receberá o primeiro saque e, a partir daí não poderá mudar a ordem de recebimento até o fim de set.
Se uma dupla receber um saque com o jogador incorreto, deverá corrigir a posição original já na próxima recepção.

8.2 - Faltas:
Bater na bola que vem do saque, antes desta ter tocado o solo.

9 - Diversos

9.1 - Volta:
Em todos os casos considerados como "VOLTA", o ponto será jogado ou o saque executado novamente. Os jogadores deverão acusar imediatamente a situação de "volta", não podendo fazê-lo ao final do ponto.
O saque que toca na rede e, em todo mais, é bom.
O saque que toca na vareta ou poste que sustenta a tela metálica, depois de bater no solo, dentro da área de saque correta, desviando sua trajetória.
A bola que toca a rede e o seu poste de sustentação.
A bola que rebenta, rasga ou mucha durante o ponto.
Algum fator estranho, alheio à vontade, dos jogadores distrai sua atenção.

9.2 - Ôvo:
Uma bola que bata, simultaneamente, no piso da quadra e na parte inferior da parede do "U" será considerada válida. A bola comumente chamada de "prensada" ou "ovo" é válida.

9.3 - Buraco na tela:
Se a bola, durante o jogo, for lançada por um jogador, tocar o piso da quadra adversária e ficar presa em qualquer das malhas da rede metálica ou passar esta e sair fora da quadra, será considerada boa para o jogador que a enviou.

9.4 - Posição do atleta durante o "game":
Após o saque efetuado, quando o sacador e o jogador que recebe o saque devem obedecer a um determinado posicionamento, todos os jogadores poderão ocupar qualquer lugar na quadra de jogo, desde que dentro do seu respectivo lado de campo.

9.5 - Posição das duplas no "set":
As duplas poderão trocar o lado da quadra, sempre que a soma dos "games" jogadas for ímpar, a primeira ocorrendo somente após encerrar-se o terceiro game (3x0 - 2x1). No "tie-breaker", sempre que a soma dos pontos já disputados for 6 (seis) ou múltiplos de 6 (seis).

9.6 - Intervalos:
Durante o transcorrer de uma partida deverão ser rigorosamente obedecidos os seguintes intervalos de tempo:
Entre dois pontos para execução do saque: 25 segundos.
Entre "games", já disputados, com a soma ímpar: 90 segundos.
Entre dois "sets": 3 minutos.
Lesão de jogador(es) - Paralização uma única vez: 3 minutos.
Atendimento médico do intervalo de set (1 só vez): 4,5 minutos.

9.7 - Catimba:
Se o jogador comete ato que, no julgamento do primeiro árbitro, vise atrapalhar a devolução por parte do adversário, será, na primeira vez, penalizado com a perda do ponto em disputa. Na segunda vez, perderá o ponto (mesmo que tenha vencido) e será advertido com cartão amarelo.

9.8 - Interferência:
Quando um jogador for molestado por qualquer acontecimento, objeto ou ação, fora do normal, com exceção dos provenientes de seu companheiro de dupla de jogo, o ponto em disputa deverá ser imediatamente interrompido e reiniciado a sua disputa.

9.9 - Aquecimento:
O tempo estabelecido para aquecimento prévio ao início de partida, será de cinco minutos.

9.10 - Interrupção do jogo:
Em caso de suspensão de uma partida por chuva, ou outro motivo, deverão ser obedecidos os seguintes tempos, para aquecimento em seu reinício:
Até cinco minutos - Não haverá aquecimento.
De seis a vinte minutos - três minutos.
Mais de 21 minutos - cinco minutos.

9.11 - Bola no piso:
Se a bola em jogo, ao picar na quadra, bater em outra bola que esteja ali, e uma das duas for devolvida ao campo contrário, antes de um novo pique, a jogada será válida. Em nenhuma hipótese deverá ser jogado o ponto de novo.
A obrigação e o interesse em retirar a bola do piso da quadra deve ser da equipe que joga daquêle lado da quadra e por tanto se não conseguir devolver nenhuma das duas, deverá perder o ponto.

Santana do Livramento - RS, 1995
José Carlos Stecker
Presidente da Confederação Brasileira de Padel

Ronis Fagundes Pinto
Relator

 

 

 



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